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De Rondonópolis para o Panamá, egressa do IFMT tem primeira experiência internacional através dos estudos

Publicado em: Campus Rondonópolis / 29 de Outubro de 2018 às 17:10

Superar os desafios do Ensino médio, escolher uma carreira e se realizar nela é o tema da história da egressa Ana Caroline Rodrigues Santana, do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus Rondonópolis. Ana Caroline, agora aluna do curso de Música da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), contou um pouco sobre a experiência da sua primeira viagem internacional, que conseguiu através dos estudos.

Ana Caroline, 22 anos, entrou no IFMT em 2012 para cursar o ensino médio integrado ao curso de Secretariado. E ao longo da trajetória no campus, a jovem se descobriu na música através das aulas de arte ofertada pela Instituição, projetos de extensão, no qual, ela participou de um teatro musical, com a peça ‘Os Saltimbancos’ e também nos intervalos culturais promovidos até hoje no Campus Rondonópolis. E essas vivências fizeram tanta diferença que a fez mudar sua opção no vestibular de Direito para Música.

A passagem da Ana Caroline pelo IFMT, de acordo com o professor de Música e Arte do Campus Rondonópolis, Adergildo Cardoso, foi muito significativa na vida da jovem. Pois, de acordo com o docente, ela estava inserida em um ‘caos acadêmico’, no qual, Ana Caroline havia passado por um processo de reprovação no 2º ano, e corria o risco de repetir pela segunda vez a mesma série.

Foi nesse momento então que Aninha, como é carinhosamente conhecida, começou a participar dos intervalos culturais. O professor de música ao perceber sua aptidão para a música, à convidou para participar do projeto de extensão ‘Os Saltimbancos’. Depois dessa inserção no universo da extensão oferecido pelo IFMT, a estudante começou se desenvolver positivamente em todas as áreas. Ana Caroline conseguiu passar com mérito para o terceiro ano.

E os resultados foram tão positivos, que em 2016 foi aprovada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em segundo lugar para o curso de Música, por onde precisou passar também por um teste específico. Desde então, Aninha, começou a fazer parte do coral da UFMT.

“As apresentações na escola contribuíram muito para a aprovação dela no teste de aptidão da UFMT. Ela passou no vestibular bem colocada, e, foi motivo na época de muito orgulho para toda a escola. Ver essa menina em uma trajetória artística tão consolidada, é motivo de muito orgulho. E aliás, é um fator de demonstração que o IFMT tem feito a diferença na vida de muita gente. Hoje ela está compondo o coral da UFMT, que poucas pessoas conseguem estar. E isso demonstra que o IFMT tem atuado de forma positiva na vida dos adolescentes”, acrescentou Adergildo.

E neste mês de outubro, entre os dias 9 e 13, ela realizou através da UFMT a primeira viagem internacional. O destino foi o Panamá, para participar do 30º Encontro Internacional de Corais – Cantapueblo 2018. O evento reúne todos os anos corais do mundo todo, mas principalmente da América. Nos 30 anos de realização, mais de dois mil corais de todo mundo já se apresentaram.

E como se tratou de uma viagem internacional, que demandou grande custo, Ana Caroline explicou que foi necessário reduzir de 80 para 38 o número de pessoas que fazem parte do Coral da UFMT, e através da avaliação de uma comissão, ela foi uma das escolhidas.

Os custos da viagem foram bancados através de muito esforço do grupo, que realizou apresentações com cobrança de ingresso, vaquinha online, venda de pizza e rifas.

Durante os 6 dias no Panamá a egressa do IFMT, junto com o coral realizou concertos diários. Sendo nas igrejas, praças e na embaixada brasileira. “O coral teve uma agenda bem apertada durante os seis dias que estivemos no Panamá. Nós cantamos para os outros corais, para a população em alguns concertos e também fizemos intervenções nas ruas e em uma praça. E na embaixada brasileira, foi muito legal, pois até mesmo o embaixador cantou com a gente. Foi legal cantar para brasileiros longe de casa”, disse.

Para a graduanda em música, além da emoção em si, de conhecer outro país, várias experiências foram inéditas. E o retorno do público de fora, foi uma delas. “Eu senti muita emoção e entusiasmos no público, e vimos até um pouco de surpresa em ver o coral do Brasil. Pois além de termos o coral, temos também interpretação e coreografia, e isso prende atenção do público, pois emociona e dá uma conectividade. Então foi muito legal, sentir a animação e a energia do público, não só os panamenhos, mas também de outros coros”.

Com relação ao aprendizado, Aninha contou que foi muito agregador conhecer a sonoridade de outros países, principalmente do Panamá, que segundo ela tem um ritmo animado. E para vida pessoal, ela destacou a emoção de ter conhecido o Canal do Panamá e a diferença cultural.

“Fiquei encantada com o Canal do Panamá. A facilidade de ligar um oceano a outro. Fiquei encantada com quase tudo que eu vi, pois era tudo muito diferente, fora a comida que é parecida, e eu achei musicalmente um povo muito animado. Bastante ritmo, muito quente, muita pimenta... A maioria das coisas foi primeira coisa que fiz, como conhecer o oceano pacífico”, destacou Ana Caroline.

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