Dia Nacional da Ciência e Tecnologia: Pesquisa aplicada e inovação no contexto da educação profissional

O IFMT celebra essa data, ressaltando que produz ciência aplicada, em conexão com o desenvolvimento regional, inovação tecnológica e os arranjos produtivos locais.

Neste Dia Nacional da Ciência e Tecnologia, dia 16 de outubro, o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) celebra essa data, ressaltando que produz ciência aplicada, em conexão com o desenvolvimento regional, inovação tecnológica e os arranjos produtivos locais.

A pesquisa científica no IFMT é resultado da atuação de docentes, técnicos administrativos em educação e estudantes. Os alunos dos cursos técnicos, da graduação e da pós-graduação tem a oportunidade de participar diretamente dos projetos. Um estudante pode ter o primeiro contato com a pesquisa científica ainda no ensino médio integrado.

O IFMT adota a pesquisa como princípio educativo, associando-a ao ensino. A instituição possui seis programas de pós-graduação (stricto sensu), cinco de mestrados e um doutorado, que formam mestres e doutores no próprio estado.

A pesquisa aplicada já é uma realidade consolidada no Instituto. O IFMT desenvolve projetos em parceria com empresas e órgãos públicos, envolvendo professores, pesquisadores, técnicos e estudantes na solução de problemas concretos da sociedade e do setor produtivo. Entre os exemplos estão soluções envolvendo inteligência artificial, automação, plataformas digitais, geoprocessamento, monitoramento ambiental, rastreabilidade e transformação digital.

Os projetos abrangem ciências agrárias, ciências exatas e da terra, ciências humanas, áreas multidisciplinares e muitas outras. Essa amplitude permite ao IFMT dialogar com o agronegócio, a indústria, a educação, a tecnologia da informação e as questões socioambientais do estado. Os editais institucionais vinculam os projetos ao desenvolvimento econômico, social e ambiental de Mato Grosso e do Brasil.

No IFMT há mais de 100 grupos de pesquisa certificados na Plataforma Carlos Chagas do CNPq, com quase mil pesquisadores. O IFMT mantém editais próprios de pesquisa e inovação, incluindo projetos de inovação tecnológica, com bolsas de iniciação científica sendo financiadas pelas agências de fomento à pesquisa científica e tecnológica. Esses editais buscam estimular ambientes de inovação e a cultura de proteção da propriedade intelectual.

Da pesquisa ao produto: patentes, software e propriedade intelectual

Além de artigos e publicações em revistas científicas de alto impacto, muitos projetos geram resultados tecnológicos protegidos: pedidos de patente, registros de software, outras formas de propriedade intelectual e produtos e processos aplicáveis ao mercado.

O IFMT possui uma Agência de Inovação Tecnológica (NIT) vinculado a Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propes) e o Polo de Inovação, em Várzea Grande que é uma unidade administrativa, vinculada à Reitoria, no qual estão ligados a Diretoria de Empreendedorismo e uma Unidade Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) com atuação na área de inovação e pesquisa tecnológica.

Segundo levantamento da Agência de Inovação Tecnológica do IFMT, a Instituição possui mais de 20 processos de depósito de patentes, 60 processos de pedido de registro de programas de computador, 6 processos de registro de marcas e 2 processos de registro de desenhos industriais junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

A unidade Embrapii aproxima o conhecimento científico e tecnológico produzido no Instituto das demandas reais da sociedade, permitindo desenvolver projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) voltados à criação ou melhoria de produtos, processos, serviços e soluções tecnológicas para a sociedade.

Na área de propriedade intelectual, considerando especificamente os projetos vinculados à unidade Embrapii IFMT, há atualmente três registros no INPI de software e 15 pedidos fase de registro, demonstrando a capacidade de transformar pesquisa aplicada em soluções tecnológicas passíveis de proteção e transferência.

Outro aspecto importante é a formação de pessoas. Os projetos de pesquisa e inovação permitem que estudantes participem de desafios tecnológicos reais, atuando junto a pesquisadores e parceiros.

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