Agricultoras do Projeto Maria Terra Participaram da XIII Feira Pantaneira em Cáceres

As mulheres da agricultura familiar atendidas pelo Projeto Maria Terra (IFMT – Conab) participaram, nesta última quinta-feira (23), da XIII […]

As mulheres da agricultura familiar atendidas pelo Projeto Maria Terra (IFMT – Conab) participaram, nesta última quinta-feira (23), da XIII Feira Pantaneira, realizada pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Cáceres. A presença no evento teve como foco a participação nas palestras voltadas para economia solidária e a comercialização de produtos produzidos em suas propriedades, além de promover a exposição dos relatos de experiências do projeto nesses dois anos de atuação, destacando as estratégias de geração de renda e o fortalecimento do protagonismo feminino no campo.

Coordenado pelo Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Projeto Maria Terra busca fortalecer organizações lideradas por mulheres do campo, agricultoras e integrantes de comunidades tradicionais em situação de vulnerabilidade econômica e social para que possam, assim, conquistar seu espaço na sociedade, consolidar o protagonismo feminino e a valorização da produção local. Atualmente em seu terceiro ano, a iniciativa expande suas atividades para novas regiões de Mato Grosso.

No evento, o público pôde adquirir produtos cultivados pelo coletivo Jovens Vivendo no Campo, da Comunidade Tradicional Batatais, localizada em Chapada dos Guimarães-MT. A agricultora Miguelina Sampaio representou a comunidade expondo itens derivados da castanha de baru (farinha, cappuccino e paçoca), além de farinhas de bocaiuva e jatobá, e melado de cana com gengibre.

Para a coordenadora do Maria Terra, Eloisa Rosana de Azeredo, o projeto é uma ferramenta de transformação de realidades. “Acolhemos essas mulheres para que elas dominem processos de economia solidária e acessem políticas públicas como as da Conab, garantindo que o alimento produzido no campo gere dignidade e renda”, destaca Eloisa. Como exemplo prático disso, ela cita o incentivo  ao “café da roça” servido no evento, adquirido diretamente das mulheres da região de Morraria de Nossa Senhora do Livramento, todas integrantes do Maria Terra. 

Para Miguelina Sampaio, o maior avanço foi a união da comunidade, atraindo mulheres que antes trabalhavam de forma isolada, sem ferramentas e insumos. “A gente passou a valorizar mais o trabalho coletivo (…) principalmente agora que a gente conseguiu esse projeto para a venda, para a CONAB. A gente tá conseguindo trabalhar mais juntas e também há outras mulheres que estão pedindo pra vir fazer parte da associação”, afirma a agricultora. Segundo ela, o impulso e a visibilidade proporcionados pelo projeto trouxeram benefícios práticos para as famílias envolvidas. “A gente já tá colhendo alface, rúculas, aves e verduras. Então foi muito bom pra nós. E a gente tá muito feliz”, conclui Miguelina.

Imagens e texto: Equipe do Projeto Maria Terra

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