Dia do Assistente Social: Conheça histórias que fazem a diferença no IFMT

Neste 15 de maio, comemora-se o Dia do Assistente Social. No Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), são os assistentes […]

Neste 15 de maio, comemora-se o Dia do Assistente Social. No Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), são os assistentes sociais que ajudam estudantes em situação de vulnerabilidade social a permanecerem na instituição. Eles analisam individualmente cada realidade para compreender e atender às situações familiares nas quais os estudantes se encontram. Além disso, observam o desempenho no ambiente escolar, criando planos que contribuam para garantir um futuro educacional dentro do IFMT.

Foi em 1962 que um decreto regulamentou a profissão de assistente social. Hoje, 15 de maio, comemoramos 63 anos de uma atividade essencial — considerada uma das mais relevantes da atualidade.

Além de atuarem no IFMT, assistentes sociais também estão presentes em diversas áreas, como saúde, justiça, empresas, ONGs, entre outras.

Atualmente, o IFMT conta com 19 assistentes sociais em atividade. De acordo com a assistente social da Reitoria, Luciana Lima, algumas das principais atribuições desses profissionais são: realizar análises socioeconômicas para concessão de auxílios estudantis; acompanhar demandas sociais que impactam o desempenho acadêmico; facilitar o acesso dos estudantes a políticas públicas e serviços essenciais; contribuir na formulação e execução de políticas institucionais de inclusão; mediar conflitos e prestar orientação socioeducativa a estudantes e suas famílias.

Os assistentes sociais também atuam em políticas, programas e projetos demandados pelo Ministério da Educação (MEC), com foco na permanência de grupos sociais minoritários. É responsável pela organização, execução e acompanhamento dos editais de programas de permanência criados pela Reitoria em apoio aos campi, pelo monitoramento do Programa Bolsa Permanência do MEC e pela análise de relatórios dos bolsistas, mantendo diálogo direto com os estudantes beneficiários.

A presença e atuação do assistente social pode ser decisiva na trajetória de um estudante — muitas vezes determinando sua permanência ou não na escola. Muitos profissionais desenvolvem seus próprios projetos para ampliar o alcance de sua assistência, aumentando o impacto social da profissão.

Para compreender melhor essa atuação, trazemos duas histórias de assistentes sociais do IFMT: Alessandra Mota, do Campus Juína, e Mariam Hitomi, do Campus Sinop.

Atuação da Assistente Social nos Campi

Alessandra é responsável pelo Projeto AfroCientista no campus Juína, o projeto é desenvolvido no Neabi/Numdi do IFMT (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro, Indígena e de Fonteira Maria Dimpina Lobo Duarte), em três campi – Cuiabá, Juína e Pontes e Lacerda, e tem como proposta subsidiar ações coletivas de capacitação e aprimoramento sobre a temática racial entre estudantes negros destas três unidades. O objetivo é desenvolver múltiplas atividades educacionais que busquem a valorização da história, da cultura e da identidade da população negra.

Alessandra nos conta que foi após receber o relato de uma aluna vítima de racismo que resolveu pesquisar mais sobre a questão e contribuir para a permanência de estudantes negros/as na instituição, além de embarcar neste projeto.

Ela explica que muitas das vezes é preciso a cooperação de outros profissionais para que seja possível resolver a questão de algum estudante.“A gente trabalha de forma coletiva. Sempre vai haver a necessidade de intervenção de outros profissionais. Porque, às vezes, a situação que nos é imposta, ela não está só na esfera social, vai muito além. Então, vou precisar acionar psicólogo, educador, técnico de ações educacionais. É uma parceria! Por isso, essa magnitude dos institutos federais, essa estrutura tão rica que os institutos possuem com as equipes multidisciplinares.”

Os profissionais citados por Alessandra fazem parte do Núcleo de Apoio Pedagógico, assim como ela, estando presentes na maioria dos campi. Alessandra completa explicando o que significa ser assistente social e o impacto que essa profissão causa não apenas na instituição escolar, mas em principal na vida dos estudantes que recebem apoio.

“É uma pequena ação que comprova que o trabalho que desenvolvemos, se materializou e foi efetivo. Não é um resultado imediato, ele é progressivo. Nós começamos esse trabalho, vamos acompanhando e fazendo os encaminhamentos para quando o estudante chegar na reta final, vemos que valeu a pena.”

Mariam Hitomi é coordenadora da assistência estudantil do campus Sinop, defende que não se deve romantizar o exercício da profissão e seus desafios, e afirma que este persiste na luta coletiva por justiça social, dignidade humana, na defesa da educação pública de qualidade e acessível para todos os estudantes do instituto.

“Ser assistente social é atuar com base na formação teórico-metodológica e técnico-operativa, que permitem compreender a realidade de forma crítica, identificando as múltiplas expressões de desigualdades intervindo de forma estratégica. É acolher com olhar sensível e postura ética. Reafirmar esse compromisso no cotidiano, sustentado por valores humanistas, na aposta contínua de transformação social. No plano institucional, é preciso estar presentes nas “fissuras” do dia a dia, buscando compreender os desafios concretos enfrentados pela população. Ser assistente social é um ato político diário, feito com técnica e sensibilidade e acima de tudo, humanidade.”

Mariam também conta sobre um dos aspectos mais importantes da sua profissão e o porquê isso a fez decidir ser assistente social.

“As situações em que, após diversas articulações com a rede externa – como o acompanhamento à família – conseguimos garantir a permanência do/a discente em situação de vulnerabilidade socioeconômica, mas também contribuir na sua trajetória com mais autonomia e autoestima. Tais momentos nos lembram porque escolhemos essa profissão, atuando na garantia de direitos, buscando também construir caminhos coletivos de transformação.”

Como Alessandra, Luciana e Mariam nos contam, ser assistente social é uma profissão que requer ver um todo, para além do que é apresentado, entender todas as questões que levam um estudante a não querer ou não conseguir frequentar o IFMT, ensiná-los sobre seus direitos e deveres, como estes podem ajudá-lo.

Essas histórias refletem como o serviço social é uma profissão que tem sido cada vez mais reconhecida principalmente na educação, para garantir a democratização do acesso, a permanência e o êxito dos estudantes, em especial aqueles em situação de vulnerabilidade. A presença desses profissionais tanto no IFMT quanto em outro lugar se mostra fundamental para a efetivação e para o fortalecimento do compromisso institucional com a inclusão e com as políticas de assistência estudantil.

Por isso, o IFMT reconhece a importância desses profissionais e agradece a todos os Assistentes Sociais da instituição, do estado e do Brasil por lutarem por nossos estudantes.

Texto: Yasmin Fares – estagiária jornalismo
Revisão: Rafaela Souza – Jornalista reitoria

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