Em 2025, a Diretoria Sistêmica de Inovação Tecnológica e Empreendedorismo (DSITE) consolidou-se como um dos principais vetores de desenvolvimento científico, tecnológico e sustentável do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Criada em 2024, a diretoria viveu seu primeiro ciclo integral de atuação e registrou avanços expressivos que ampliaram a presença institucional no cenário da inovação, fortaleceram o empreendedorismo acadêmico e impulsionaram parcerias estratégicas no estado e em nível nacional.
Ao longo do ano, a DSITE avançou simultaneamente na construção da Política Institucional de Inovação e Empreendedorismo, na participação em programas nacionais de fomento à PD&I e na expansão do ecossistema inovador por meio de editais, mentorias, formações e ações de incubação. Esse conjunto de iniciativas marcou 2025 como um ano de estruturação sólida e projeção institucional.
Avanços institucionais e fortalecimento da cultura de inovação
Um dos marcos de 2025 foi o início da construção da Política de Inovação e Empreendedorismo, cuja conclusão está prevista para 2026. O documento estabelecerá diretrizes para pesquisa aplicada, transferência de tecnologia e estímulo ao empreendedorismo inovador em todo o IFMT. Para o diretor da DSITE, Adriano Breunig, o ano representou uma mudança significativa no posicionamento institucional: “Este foi o primeiro ciclo completo da DSITE, e conseguimos avançar de uma fase inicial de estruturação para um momento de entregas consistentes. A governança da inovação ganhou clareza, organização e capacidade de articulação, elementos que permitem ao IFMT atuar de maneira muito mais estratégica.”
O IFMT também se destacou nacionalmente ao integrar um grupo seleto da Rede Federal capacitado pela Setec/MEC e Embrapii, figurando entre as oito instituições com melhor desempenho na fase avaliativa. Esse resultado reforça o potencial da instituição para o credenciamento como unidade Embrapii. Segundo Adriano, apesar dos avanços, o processo exige uma transformação cultural contínua: “Nosso maior desafio foi aproximar estudantes e servidores da lógica da inovação aplicada. Ainda estamos construindo essa cultura, mas 2025 demonstrou que as equipes dos campi estão cada vez mais preparadas para atuar com projetos, editais e parcerias tecnológicas.”
Parcerias estratégicas, empreendedorismo e impacto regional
A ampliação das articulações externas foi um dos pontos fortes do ano. O IFMT contou com sete empresas parceiras em projetos de ciência e tecnologia, intensificou a interlocução com o setor produtivo e reforçou sua atuação no Parque Tecnológico de Mato Grosso. A entrega dos kits de Robótica e Labmakers elevou a qualidade das atividades práticas nos campi, fortalecendo competências essenciais para as áreas tecnológicas.
A incubadora ATIVA passou por estudos de reestruturação para ampliar a participação de mais unidades e apoiar empreendimentos inovadores. Já o Programa Centelha registrou recorde histórico: 43 propostas enviadas em 2025, impulsionadas pelo Programa de Mentoria coordenado pela DSITE. Sobre esse resultado, Adriano destaca o impacto institucional das mentorias: “As mentorias qualificaram ideias, deram segurança às equipes e permitiram que estudantes e servidores enxergassem suas propostas como projetos reais de inovação. O desempenho no Centelha foi uma demonstração clara dessa evolução.”
O diálogo ampliado com a Embrapii, com o Parque Tecnológico e com empresas privadas fortaleceu a inserção do IFMT no ecossistema de inovação. Para Adriano, essas parcerias têm efeito direto no desenvolvimento regional: “A inovação só acontece quando estamos conectados às demandas reais da sociedade. As parcerias firmadas em 2025 reposicionam o IFMT como instituição capaz de transformar conhecimento em soluções práticas, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico, econômico e social do estado.”
Com a previsão de conclusão da Política de Inovação e Empreendedorismo em 2026, a DSITE inicia o próximo ciclo com metas de ampliar projetos com empresas, fortalecer a incubação de negócios inovadores e consolidar o IFMT como instituição protagonista na inovação aplicada em Mato Grosso.
Texto: Andrey Bonfim – Estagiário em Jornalismo – RTR
Revisão: Rafaela Souza – Jornalista – RTR

