O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) possui, como em seu próprio nome apresenta, uma forte participação no universo científico, tecnológico e inovador. A contribuição do instituto se destaca em suas contribuições para a ciência com resultados e debates de pesquisas, cursos sobre inteligência artificial, se destacando também em suas participações em campeonatos de robôs e foguetes que integram seus projetos de extensão.
Iniciativas como essa, no IFMT e em diversas instituições do país, ajudam a dar sentido ao Mês Nacional da Ciência e Tecnologia, celebrado em 16 de outubro — uma data dedicada a valorizar e inspirar a pesquisa e a criatividade dos cientistas brasileiros.
Uma mostra desse interesse pela ciência realizado pelo IFMT é o investimento em seus laboratórios e centros de pesquisa que são essenciais para o desenvolvimento do ensino científico presente na instituição que gera resultados constantes, estes que contribuem tanto para o instituto quanto para a população. Um exemplo desses resultados são as revistas científicas focadas em pesquisas e descobertas produzidas pelo instituto, sendo algumas delas: Revista PesquisAgro, Revista Profiscientia, Revista Digoreste.
Por isso, nesta data, vamos relembrar quatro momentos em que o IFMT foi destaque na sua participação para o mundo da ciência, tecnologia e inovação.
O que pensa a comunidade do IFMT sobre Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente
O conhecimento sobre ciência é amplo e essencial para a formação educacional. No entanto, o quanto se sabe sobre o tema varia de pessoa para pessoa. Com esse olhar, o IFMT Rondonópolis, através do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação em Ciências, liderado pela professora Adriane Barth, realizou, em 2023, uma pesquisa com servidores de toda a instituição para identificar suas percepções sobre Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente (CTSA).
O levantamento contou com 354 respostas, de um universo de aproximadamente 2 mil servidores. Entre os participantes, 55% se identificaram como homens e 45% como mulheres, com predominância de faixa etária entre 35 e 40 anos. Quanto ao vínculo institucional, 57% eram docentes, 41% técnicos-administrativos e 2% estagiários.
Os resultados revelaram que os servidores possuem boa compreensão conceitual sobre Ciência e Tecnologia, mas tendem a percebê-las de forma simplificada e idealizada, muitas vezes como soluções salvacionistas para os problemas humanos. A pesquisa também apontou falta de clareza quanto ao papel e aos impactos da C&T no meio ambiente e na redução das desigualdades sociais.
A maioria dos participantes considera que a Ciência e a Tecnologia trazem mais benefícios do que prejuízos, demonstrando otimismo científico, ainda que sem ponderar os efeitos negativos potenciais. As principais fontes de informação sobre o tema são a internet e as redes sociais. Em relação à confiança, observou-se alto índice de credibilidade em cientistas e médicos, e baixo nível de confiança em políticos e militares.
Grande parte dos respondentes reconhece o papel do IFMT na formação científica e social dos estudantes, embora avalie que o enfoque CTSA ainda dependa da iniciativa individual dos docentes. O projeto contribuiu então, para aproximar a comunidade acadêmica da divulgação científica, fortalecendo o papel do IFMT como instituição de ciência, tecnologia e formação cidadã.
Para ampliar a compreensão sobre os resultados e discutir os principais pontos da pesquisa, foi criada uma série especial de podcasts. Nela, foram selecionadas cinco perguntas que mais geraram dúvidas entre os servidores. Cada episódio contou com a participação de um especialista convidado para debater as questões levantadas.
Os episódios receberam os mesmos nomes das perguntas mais recorrentes da pesquisa:
- O que é ciência, afinal?
- O que é tecnologia, afinal?
- Quem manda na ciência?
- Ciência e tecnologia: heroínas ou vilãs?
- Ciência e tecnologia: e eu com isso?
Acesse aqui o Podcast: https://open.spotify.com/show/2DyulOqPVsZUHPgJGHZpML?si=xpRPy-MfQ0ifhf8rhKE0bQ&utm_source=whatsapp&nd=1
Cursos de Inteligência Artificial são os novos investimentos do IFMT para atender o mercado
É a partir do intuito de ampliar o conhecimento científico e tecnológico, que em setembro deste ano, o IFMT – Barra do Garças, fez o lançamento de seu novo curso técnico integrado ao ensino médio: o curso de Inteligência Artificial (IA). Previsto para o primeiro semestre de 2026, serão ofertadas 70 vagas com uma duração de três anos. O objetivo do curso é trazer uma qualificação e criação de oportunidades desde o ensino médio, para que os estudantes estejam preparados para um mundo do trabalho cada vez mais focado em tecnologia.
Com a mesma proposta, o IFMT – Várzea Grande promoveu em março deste ano a aula inaugural da primeira turma do Curso Superior de Tecnologia em Inteligência Artificial e Ciência de Dados. A aula incluiu uma palestra sobre Inteligência Artificial, na qual foi abordado sobre o impacto da IA na sociedade, inspirando os novos estudantes a explorarem a ciência e tecnologia.
Para o novo curso técnico, as aulas serão focadas em introduções sobre inteligência artificial e programação, assim como análise de dados e princípios de robótica, ligados à cultura digital e o uso de IA para negócios. Para cada uma das aulas do curso, este contará com docentes da área técnica em informática/computação que são mestres e especialistas nessa nova área.
Tudo isso se deve, pois o uso de IA está englobando cada vez mais o mercado de trabalho em áreas como o agronegócio, a indústria 4.0, a saúde, o comércio, gerando maior procura das empresas por profissionais que saibam controlar essa tecnologia para otimizar recursos. E graças ao curso, seus futuros estudantes poderão concorrer a esse mercado em expansão.
Copa Mundial de Robôs (ROBOCUP)
Entretanto não é apenas na expansão de conhecimento que o IFMT se destaca, mas sua participação em competições também é notória, um exemplo disso é o desempenho dos estudantes e professores do IFMT – Primavera do Leste que conquistaram o segundo lugar na Copa Mundial de Robôs (RoboCup), em julho deste ano.
A equipe que concorreu faz parte do laboratório de Tecnologia para AgroEcossistemas Sustentáveis (TechAgroS) e foi uma das quatro equipes do país selecionada para a competição, sendo esta a primeira vez que a equipe participa de um campeonato em nível internacional.
A equipe levou para a competição seus drones autônomos, estes que foram produzidos no laboratório de seu campus no IFMT. Com os drones a TechAgroS competiu na categoria Flying Robots criada pelo Brasil para a copa. Na categoria os estudantes controlaram e programaram os drones para diversos desafios envolvendo missão de resgates de objetos.
Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG)
Além de sua participação em campeonatos de robôs, o IFMT, também se destaca como campeão quando se trata das competições de foguetes artesanais, sendo a vitória mais recente ocorrida em setembro deste ano, na Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG) – 71ª Jornada de Foguete, onde três equipes de estudantes do IFMT – Campus Juína foram medalhistas de ouro.
A vitória das equipes ocorreu quando ganharam na categoria do no nível 4 da competição, focada na distância alcançada pelos foguetes, estes produzidos nos laboratórios do instituto. Mas esta não é a primeira vez que o feito acontece, no final do ano passado, outras três equipes de estudantes, desta vez do IFMT – Sorriso, participaram da 66ª Jornada do Foguete, conquistando o primeiro lugar.
Além de competições externas, os estudantes do IFMT também participam de suas próprias competições promovidas pelo próprio instituto. Isso ocorreu em campus como Guarantã do Norte que promoveu em maio sua 3ª edição do Campeonato de Lançamento de Foguetes do IFMT, junto a ele também temos o campus de Tangará da Serra que promoveu neste mês seu primeiro campeonato e o campus Juína que após a OBAFOG pretende lançar o seu primeiro em breve.
Por fim, cada um desses momentos é apenas um retrato de como o IFMT está sempre presente no universo da ciência, tecnologia, sendo comprometido em investir neste ramo, oferecendo e criando oportunidades para que tanto seus estudantes quanto seus servidores possam explorar a área das ciências e tecnologia da melhor maneira possível, seja dentro do instituto ou fora, os deixando preparados para o futuro em expansão.
Texto: Yasmin Nadime – estagiária de Jornalismo
Revisão: Rafaela Souza – Jornalista

